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© 2019 por Tenda Umbandista Caboclo Jundiara. 

Caboclo


Podemos subdividi-los em Caboclos de Penas e Boiadeiros, embora na Umbanda ambos venham na vibração de Oxossi.

Os Caboclos são espíritos que já passaram pelo nosso plano espiritual, embora muitos deles venham com uma “vestimenta” diferente dos nossos índios brasileiros. Ex: os índios americanos.

São entidades que apresentam uma certa rigidez com energia e vitalidade de guerreiros. São leais e sinceros.

Trabalham combatendo energias negativas, desmanches de feitiços, rezas, banhos, e limpeza vibratória. Ex: passes.

Na maioria das casas os caboclos são as entidades que são responsáveis pelo desenvolvimento dos médiuns.

CABOCLO DE PENAS

Entidades que viveram anteriormente em nosso plano como índios, mas não necessariamente no Brasil.

A maioria dos Caboclos de Penas possuem influência dos tupi-guaranis, xavantes, tupinambás, etc.

 

SAUDAÇÃO: Oke Caboclo! Saravá os caboclos!

NOMES DE CABOCLOS DE PENAS: Caboclo Pena-Branca, Caboclo Tupinambá, Cabocla Jurema, Caboclo 7 Flexas, Caboclo Juremeiro, Cabocla Jandira, etc.

DIA DA SEMANA: Quinta-feira

DATA FESTIVA: 20 de janeiro ou dia de obrigações do médium ou o dia em da confirmação do ponto riscado.

BEBIDAS: vinho moscatel, vinho rascante ou seco, água-de-coco, etc…

COMIDA: frutas (Manga,banana, uva, goiaba, laranja, abacate, etc) milho

ERVAS: arueira, samambaias, boldo, mangueira (folhas), manjericão, etc…

FLORES: todas

LOCAL DE VIBRAÇÃO: as matas e florestas, riachos com matas, etc…

BOIADEIROS

Foram encarnados como trabalhadores, principalmente no sertão do Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.

Suas manifestações nos terreiros de Umbanda são muito contraditórias. Há um preconceito grande por alguns acharem que estas entidades são “traçada” com Exu, outras por serem entidades que estão relacionadas com o Candomblé.

São entidades de cura de males espirituais e no desmanche de feitiçarias.

Quando dançam imitam como laçadas em boiadas, pulando espinhos do sertão, pulando rios, cavalgando.

Muitos são rudes ao chagar no terreiro, mas amáveis ao consultar um filho. Não gostam de brincadeiras no terreiro, hora de brincar é hora de brincar. Hora de trabalhar é hora de trabalhar. Gosta de ordem e hierarquia. Ex: Caboclo Tupinambá

São cavalheiros e exímios cavaleiros.

SAUDAÇÃO: Xetroá caboclo !

NOMES DE BOIADEIROS: Boiadeiro 7 Luas, Caboclo Jundiara, Caboclo Jubiara, Caboclo 7 Laços, Caboclo Laço de Ouro, Caboclo Lajedo Grande, Navizala, etc.

DIA DA SEMANA: Quinta-feira

DATA FESTIVA: na Bahia (2 de julho), geralmente nos dias de obrigações dos médiuns ou das casas.

BEBIDAS: água-de-coco, vinho moscatel, sumo de ervas, cachaça com mel, garrafadas, etc…

ERVAS: Jurema, samambaia (todas as mesmas de caboclos de penas)

FLORES: todas

LOCAL DE VIBRAÇÃO: as campinas e pastos

 

 

Preto Velho

Quando falamos de Preto-Velho, nos vêm a mente quatro palavras básicas: humildade, sabedoria, caridade e fé.

Voltando no tempo, durante o período colonial brasileiro, as grandes potências européias da época subjugaram e escravizaram negros vindos de diversas nações africanas, transformando-os em mercadorias, seres sem alma, apenas objetos de venda e trabalho, eram as “mercadorias”.

 

Para a África, o tráfico negreiro custou caro: em quatro séculos foram escravizados e mortos cerca de 75 milhões de pessoas, basicamente a parte mais selecionada da população.

Esses negros foram arrancados de suas terras e famílias, passando por terríveis privações, trabalhando quase que sem parar em fazendas de café, cana-de-açúcar e outras mais.

O que restava ao negro africano escravo no Brasil era sua fé, e eram em seus cultos que ela resistia, como um ritual de liberdade, protesto e reação contra a opressão do branco. As danças e cânticos eram a única forma de extravasar e aliviar a dor da escravidão.

Mas, apesar de toda a revolta, havia também os que se adaptavam mais facilmente à nova situação. Esses recebiam tratamento diferenciado e exerciam tarefas comno reprodutores, caldeireiros ou carpinteiros. Também trabalhavam na “Casa Grande”, eram chamados de “escravos domésticos”. Outros conseguiam suas alforrias através dos seus senhores ou das Leis (Sexagenário, Ventre Livre e a Lei Áurea).

Esses são os Preto-Velhos da Umbanda, em suas giras de terreiros representando a força, a resignação, a sabedoria, amor e caridade, ensinando e educando, aos encarnados necessitados de luz e de um caminha a trilhar.

Muitas vezes ao apresentarem dão sua origem, conforme a seguir:

*Povo da Costa ou Povo de Cambinda

*Povo do Congo

*Povo de Angola

*Povo de Benguela

*Povo de Moçambique

*Povo de Luanda

*Povo de Guiné

Ex: Pai Joaquim de Angola, Pai Guiné, João Congo, Vovó Maria de Benguela, etc.

Também formam falanges de acordo com os lugares onde passaram sua vida terrena como exemplo: Ex Vovó Redonda da Bahia, Pai Mineiro, Vovó Maria Conga da Bahia, etc.

Ou até mesmo designa lugares de maiores vibrações de acordo com sua força espiritual (orixás).

Ex: Vovó Maria do Cruzeiro, Vovó Rita do Cruzeiro das Almas, Pai Jacó de Aruanda, etc.

*O preto é símbolo da humildade

*O Velho é símbolo de sabedoria

SAUDAÇÃO: Sarava, Adorei as Almas

DIA DA SEMANA: Segunda-feira

DATA FESTIVA: 13 de maio

BEBIDAS: café amargo, vinho tinto suave, garapa

COMIDA: feijoada, mungunzá, rapadura, etc.

ERVAS: arruda, manjericão, canela-de-velho, guiné, alecrim, etc.

FLORES: monsenhor branco, palmas brancas, rosas brancas, etc.

LOCAL DE VIBRAÇÃO: de acordo com sua origem espiritual e energética, preferencialmente nos cruzeiros

A principal característica de um Preto-Velho é a de conselheiro; para alguns, são psicólogos, amigos e confidentes, para outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas e banhos de ervas.

 

Exu

Constituem o chamado Povo de Rua, forças a serem mobilizadas para trabalhos em campos vibratórios densos.

São espíritos em evolução. São como cobras, serve para matar e para curar. Tudo depende de como é pedido e em que casa é feito o pedido. Estas entidades possuem força neutra, depende das intenções de quem mobiliza. Têm consciência da sua condição espiritual, são interesseiros e cobradores implacáveis. – “cuidado quando pedir, a retribuição terá que vir.”

Exu não é empregado dos guias, não é diabo, ele é na maioria das vezes o mensageiro deles.

Na maioria das vezes suas moradas são nas encruzilhadas, por ser caminhos diversos, escolhas diversas. Podem ter seus campos vibratórios em calungas pequenas, estradas abertas.

Na parte feminina temos as Pombagiras ou Bombogiras.

Geralmente estas entidades tiveram vida terrena. Muitas das vezes há um segmento dessas vidas quando incorporados nos médiuns.

Vibração

Entidades

Encruzilhadas

Sete Encruzilhadas, Tranca-Rua, Exu Tiriri

Calunga Pequena

Exu Caveira, Sete Covas, Sete Catacumbas, João Caveira

Estradas

Pomba Gira Cigana, Maria Mulambo, Rosa Vermelha

SAUDAÇÃO: Laroiê Exu, Saravá Exu

DIA DA SEMANA: Segunda-feira

DATA FESTIVA: 13 de junho

BEBIDAS: (cachaças) marafos, vinhos rascantes, gim, rum, conhaque, etc.

COMIDA: Padê

ERVAS: arrebenta-cavalo, comigo-ninguém-pode, urtiga, pimentas diversas

FLORES: rosas vermelhas

LOCAL DE VIBRAÇÃO: encruzilhadas, estradas, calunga pequena

OBSERVAÇÃO: Em muitas casas há linhas de ciganos e linha de malandro. Muitos de manifestam em giras de Exu. Há de ter cuidado para não haver misturas de energias Linha de Zé Pilintra do Catimbó é diferente de entidades de malandros. São linhas completamente diferentes.

Exú não é mau, é uma energia que pode ser direcionada pela mente humana. Se o for para o bem, fará o bem, se o for para o mal, fará o mal. Esta entidade não tem noção de bem e mal. É um ser inconsciente e age de acordo com a nossa mente. De acordo com a doutrina estabelecida por uma Casa, Centro, Tenda de Umbanda.

O ser humano tem consciência do que é certo e errado, mas age em desacordo com as leis divinas que, em um dos seus mandamentos diz: “Ama teu próximo, como a ti mesmo”. O homem não cumpre esta Lei, age por impulso e, consciente do que faz, semeia a tristeza e a dor nos corações inocentes, direcionando esta energia somente para a maldade, sabendo ele que existe no Universo outra lei que chamamos “Lei do Retorno”.

Exu possui grandes legiões de entidades que trabalham sob seu comando e, como ele, lutam para evoluir. São espíritos que já encarnaram, mas vivem ligados à matéria e, por isso, ainda sentem necessidade de comer e beber.

 

Quando damos uma oferenda a Exú, para que o mesmo desmanche um trabalho de Magia Negra contra alguém, ele entrega esta oferenda aos espíritos que dela ainda necessitam e desmancham a Magia causadora do mal. Esses espíritos prendem as legiões que praticaram tal ato e as leva para Exú, que os envia para os campos de Orientação Espiritual. Assim, Exu evolui e, com ele, as entidades que trabalharam para o bem. Dia chegará em que não mais precisarão de tais oferendas, porque passarão para uma nova etapa da evolução espiritual.

Exu está num estágio de evolução a que se submete às leis divinas, no qual é incumbido de cobrar ou resgatar os débitos de seres que estão na terra e dos que já estiveram na condição humana, a fim de alcançar no fim deste estágio um novo grau evolutivo dado por Deus aos seres do Universo.

Se a Humanidade varresse do Planeta a maldade que ela mesma semeou, e ainda semeia, Exu certamente iria para outros mundos cumprir sua missão, que é a de cobrar de cada ser do Universo e do mundo espiritual a maldade praticada que sempre se transforma em Karma. Mas o homem ainda não amadureceu para esta verdade.

Saudação: “Laroiê Exu”.